24 de junho de 2020

Creep feeding, ferramenta multiuso

Técnica favorece desde desmama pesada até produção de boi-China a pasto

Instalação na Fazenda Barrinha, em Bocaina, SP: reforço para o Nelore de seleção.

Por Moacir José

Vale a pena fazer creep feeding? Muitos pecuaristas ainda se perguntam isso, ao pensar no custo da técnica de suplementação de bezerros durante a fase de aleitamento. A dúvida está, frequentemente, associada ao custo com instalações, suplementos e mão de obra, que, na ausência de uma estratégia bem definida, parecem altos.

Técnicos ouvidos por DBO reforçam: quem investe em creep feeding deve ter objetivos claros, como desmamar bezerros mais pesados, para vendê-los a preços melhores; incrementar o índice de prenhez das vacas; antecipar a desmama; produzir tourinhos com melhor condição corporal ou acelerar o ciclo pecuário. Cada produtor pode definir seus objetivos, mas nunca trabalhar às cegas, pois isso torna a análise da técnica enviesada.

O criador Jorge Sidney Atalla Júnior, de Bocaina, região central de São Paulo, tem duas propriedades e usa o creep há cinco anos, visando principalmente desmamar bezerros pesados. Na primeira fazenda, a Barraquinha, faz cruzamento industrial, produzindo 600-650 animais Angus/Nelore, que atingem média de 275 kg (machos) e 265 kg (fêmeas) à desmama. São números excelentes, que lhe permitem vender seus animais por preços até 10% acima dos de mercado, em função de sua qualidade.

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