23 de junho de 2021

Pós-parto: qual o melhor momento para a IATF?

Estudo mostra que probabilidade de melhores resultados na taxa de prenhez são conseguidos aos 52 dias

Maior eficiência na IATF significa menores custos e maior quantidade de bezerros nascidos no início da estação de parição.

Por Juarez Tomazi Filho, médico veterinário, mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Catarina (UDESC) e supervisor técnico da SIA (Serviço de Inteligência em Agronegócios); Rogério Ferreira, professor do Departamento de Zootecnia da UDESC; e Luiz Francisco Pfeifer, pesquisador da Embrapa Rondônia.

O mercado de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) continua crescendo ‒ atingiu a marca de 21 milhões de protocolos em 2020 ‒, mas, a despeito da realização de diversos estudos nos últimos anos, a eficiência da técnica se manteve na casa dos 50% de taxa de prenhez.

Nas fazendas, geralmente os protocolos de IATF começam a ser implementados a partir de 30 dias após o parto e, consequentemente, as vacas são inseminadas de 9 a 11 dias após o início do protocolo. Apesar de esse manejo ser uma prática comum na maioria das propriedades usuárias da técnica, poucos estudos avaliaram o impacto de diferentes intervalos entre o parto e a IATF sobre a taxa de prenhez.

Pensando nisso, foi desenvolvido um estudo com o objetivo de determinar o momento ideal após o parto para inseminar vacas de corte através da IATF e ter maior taxa de prenhez no protocolo. Esse trabalho ‒ uma parceria da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) com a Embrapa Rondônia ‒ utilizou animais zebuínos e taurinos de diferentes regiões do Brasil.

A conclusão é que início mais tardio do protocolo pós-parto ‒ seja para animais zebuínos seja para taurinos ‒ aumenta significativamente a taxa de prenhez das matrizes, maximizando, assim, os resultados da IATF.

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Células-tronco recuperam fertilidade de doadoras

Tecnologia busca restaurar lesões ovarianas em fêmeas submetidas ao uso intensivo de aspirações foliculares

Laboratório da Bio Reprodução, em Brasília: exames convencionais e de alta tecnologia.

Por Denis Cardoso

A perda de fertilidade de vacas de alto potencial genético é uma realidade enfrentada pelas fazendas brasileiras que utilizam largamente a técnica da Fertilização in Vitro (FIV), pois foi comprovado cientificamente que o uso intensivo de aspirações foliculares intraovarinas (OPU) – técnica auxiliada por ultrassom e que consiste na coleta de oócitos diretamente do ovário – pode resultar em lesões ovarianas que acabam comprometendo a capacidade reprodutiva das doadoras de embriões.

Diante desse problema, muitas propriedades têm lançado mão da terapia com células-tronco mesenquimais (CTM), visando garantir a produção permanente de óvulos de boa qualidade, elevando, assim, o número de embriões in vitro produzidos em laboratório.

“Como qualquer sistema de biópsia baseado em agulha (instrumento utilizado na aspiração de óvulos), essas coletas inevitavelmente causam traumas ao tecido ovariano, resultando em inflamações, fibroses, entre outras patologias”, relata o médico veterinário Maurício Peixer, sócio e gestor da Bio Reprodução Animal, de Brasília (DF), uma das empresas líderes na aplicação da biotecnologia com células-tronco.

Maurício Peixer, sócio da Bio Reprodução Animal.

Em linhas gerais, continua Peixer, a injeção contínua de células-tronco no ovário das doadoras contribui para a recuperação e a melhora da qualidade do ambiente onde estão os folículos ovarianos e os tecidos lesionados, o que pode possibilitar a restauração plena da capacidade reprodutiva das matrizes.

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