10 de setembro de 2021

Mercado de reposição enfrenta baixa liquidez

Criadores elevam oferta de animais jovens, mas, ao mesmo tempo, demanda por parte de recriadores e invernistas perdem força após confirmação de casos atípicos de vaca louca e a paralisação dos caminhoneiros

Covid-19 paralisou demandas do Brasil na UE

Adidos agrícolas em Bruxelas falam sobre as mudanças estruturais vividas pelo bloco econômico e as negociações-chave para a carne bovina

Por Maristela Franco

Responsáveis pela promoção do agronegócio brasileiro no Exterior, usando sua expertise técnica para apoiar a abertura de novos mercados, articular parcerias e solucionar contendas comerciais, os adidos agrícolas brasileiros (28 em breve) estão presentes em 22 países, incluindo a Bélgica (capital Bruxelas), onde fica a sede da Comissão Europeia, órgão executivo da UE (União Europeia).

Devido à complexidade estrutural desse bloco econômico – que tem 27 Estados-membros, legislação prolífera e exigências técnicas crescentes –, os postos de Bruxelas talvez sejam alguns dos mais difíceis para os adidos. Os veterinários Guilherme Costa e Bernardo Todeschini, entretanto, encaram esse desafio com prazer. O primeiro exerce a função desde 3 de janeiro de 2019 e o segundo, desde 24 de janeiro de 2020, justamente quando se anunciou o primeiro caso de Covid-19 na Europa.

Ambos têm currículos invejáveis. Guilherme Costa atua há 39 anos na área de segurança alimentar. Foi diretor de negociações sanitárias e de acesso a mercados no Ministério da Agricultura, trabalhou 15 anos como assessor da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e da OMS (Organização Mundial de Saúde); participou da missão do Brasil junto à OMC, em Genebra e foi o primeiro brasileiro a ocupar o cargo de presidente da Comissão do Codex Alimentarius.

Já Todeschini comandou o Serviço de Saúde Animal do Mapa por nove anos, foi chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do órgão e superintendente federal de Agricultura em 2017 e 2019. Atuou como auditor em saúde animal (Panaftosa/OPAS) e em missões internacionais. É membro da Comissão do Código Sanitário para Animais Terrestres (OIE, 2018-2021).

Em Bruxelas, eles defendem os interesses do agronegócio brasileiro como um todo, mas dedicam especial atenção às negociações relativas à carne bovina, para que ocupe o lugar devido na “mesa do mundo”. Veja a seguir a entrevista que concederam à editora de DBO, Maristela Franco.

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‘Conversa Rápida’ com Ignacio Tellechea

Em entrevista, o titular da Rincon del Sarandy e atual presidente da ANC falou sobre o remate virtual que marcou os 25 anos da cabanha gaúcha

Ignacio Tellechea, titular da Rincon del Sarandy. (Foto: Nelson Pinto)

Por Gualberto Vita

Touros com índices destacados no Programa de Melhoramento Genético de Bovinos de Carne (Promebo), grandes campeãs de exposições e exemplares do time de pista formaram os lotes ofertados, dia 15 de agosto, no “Leilão Rincon Code”, organizado pelo criatório Rincon del Sarandy (Uruguaiana, RS), pertencente a Ignacio Silva Tellechea, seu irmão Martin e a mãe Cláudia Indarte Silva.

Os ventres da raça Angus atingiram valorização de R$ 16.463 cada e os Brangus, R$ 16.670. Na categoria de touros, a média foi de R$ 21.509 para os Angus e R$ 20.475 para os Brangus. O reprodutor Ultrablack Dom foi comercializado por R$ 18.300.

Marcando os 25 anos da tradicional cabanha gaúcha, o evento movimentou R$ 2,5 milhões com venda de 144 animais de genética apurada das raças Angus, Brangus e Ultrablack.

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Leilões: reprodutores puxam as vendas de agosto

Touros responderam por 72% dos R$ 288 milhões arrecadados e por quase 70% dos lotes apresentados nas telas

Por Gualberto Vita

O mercado de leilões em agosto reafirmou, mais uma vez, a forte demanda por reprodutores visando a estação de monta que se aproxima. O fechamento do balanço dos negócios, em 1º de setembro, pelo Banco de Dados da DBO, apontou a promoção de 101 remates, com a comercialização de 12.608 animais (machos e fêmeas), prenhezes e embriões, com renda de R$ 288,3 milhões.

A receita é 23,8% superior à de agosto de 2020 (R$ 232,8 milhões), mesmo com uma redução de 13,5% na oferta, que saiu de 14.584 para 12.608 lotes. Com isso, a média geral em agosto/21 aumentou 43,2%, para R$ 22.873.

Os reprodutores foram determinantes para o resultado de agosto: responderam por 72% da fatura total e por quase 70% do total de lotes ofertados nas telas. As aquisições da categoria somaram 8.655 machos – recuo de apenas 2,58% ante a temporada passada. A renda bateu em R$ 207,5 milhões, registrando preço médio de R$ 23.976/animal, 29,8% superior à média do mesmo mês de 2020.

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