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Analista sugere seguro para “surfar a onda chinesa”

Potencial de embarques para o mercado chinês é "gigantesco", afirma Leandro Bovo, da Radar Investimentos

Com a possibilidade de aumento das exportações de carne bovina brasileira à China – na esteira dos graves problemas ocasionados pela peste suína naquele país –, muitos pecuaristas apostam na subida ainda mais consistente dos preços do boi gordo no segundo semestre, período de entressafra.

Na visão do médico veterinário Leandro Bovo, sócio diretor da Radar Investimentos, diante dessa previsão otimista, o mais adequado para os pecuaristas que estudam o uso de estratégias de hedge (proteção de preço) na bolsa de mercadorias B3 seria começar a pensar em travar preços mínimos para pagamento em outubro, o contrato de maior liquidez da entressafra.

Com essa operação, os pecuaristas brasileiros ficam “livres para surfar a onda chinesa caso ela atinja o Brasil”, sugeriu Bovo, em artigo publicado no site da Scot Consultoria.”Caso os entraves burocráticos para a habilitação de novas plantas no Brasil para a exportação sejam resolvidos, o potencial (de embarques para o mercado chinês) realmente é gigantesco”, escreveu Bovo.

O contrato do boi gordo para vencimento em outubro segue trajetória altista desde o início de março e fechou o pregão de ontem em R$ 159,75/@. Neste momento, a diferença entre o preço atual no mercado físico (em torno de 157/@, valor à vista, Esalq/B3/Cepea) e o preço futuro para outubro é de R$ 2,75/@. “A julgar pelo fluxo de notícias envolvendo a peste suína na China e seu potencial impacto no preço das proteínas mundiais, esse diferencial tende a aumentar ainda mais”, afirma Bovo.

Como funciona

Nessa modalidade de negociação sugerida pelo sócio da Radar Investimentos, a compra de uma opção de venda futura do boi gordo (operação chamada no mercado de PUT) funciona como uma espécie de seguro, garantindo um preço mínimo para os bois terminados do pecuarista. Com isso, esse tipo de negociação gera um direito de venda do produtor, mas não um dever.  Caso o preço da arroba no mercado físico venha a superar o valor estipulado pelo contrato de outubro, ele pode se recusar  a exercer a opção de venda.

Em outras palavras: um pecuarista compra hoje uma opção de venda por R$157/@, com vencimento para outubro. Se no vencimento do contrato, em outubro, a arroba do boi gordo estiver cotada em R$147, o produtor receberá R$ 147 + R$ 10, menos o custo da operação que ele pagou na aquisição do seguro. Por outro lado, se o boi gordo estiver cotado em R$ 167/@ em outubro, o pecuarista não exerce a opção de venda de sua boiada, optando, assim, por negociar seus bois no mercado físico a preços mais atrativos.

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