Aos poucos, o preço do boi gordo vai se fortalecendo, começando pela arroba de São Paulo

As praças paulistas registram avanços nas cotações das três categorias de animais terminados (boi, vaca e novilha); macho destinado ao mercado interno vale R$ 308/@, segundo dados da Scot Consultoria

Mais um dia de alta nos preços da boiada gorda negociada nas praças do interior de São Paulo, referências para outras regiões pecuárias.

Apuração da Scot Consultoria realizada na manhã desta quarta-feira (22/6) identificou elevação de R$ 2/@ nas cotações do boi gordo e da vaca gorda direcionados ao mercado doméstico, alcançando, respectivamente, R$ 308/@ e R$ 280/@ (valor bruto e a prazo).

O preço da novilha gorda sofreu reajuste diário de R$ 1/@ no mercado paulista, agora negociada a R$ 300/@ (valor bruto e a prazo).

Segundo levantamento realizado pela IHS Markit, com a retomada das compras de animais terminados, muitos frigoríficos estão conseguindo alongar novamente as suas escalas de abate.

“As indústrias brasileiras que, desde o início de junho, ofertaram preços mais remuneradores para a arroba do boi gordo já possuem escalas de abate em volumes minimamente confortáveis”, ressalta a IHS, que acrescenta: “Há relatos de unidades de abate que possuem escalas para o próximo mês, alcançando a sexta-feira (1º de julho) e sábado (2/7), bem como indústrias que já adquiriram volumes programadas para até 8 de julho (sexta-feira seguinte)”.

Na avaliação da IHS, o avanço nas escalas de abate de alguns frigoríficos se deu a partir de compras de boiadas oriundas de confinamento, pertencente ao primeiro giro – embora as ofertas de animais terminados no cocho neste primeiro ciclo tenham recuado drasticamente depois da forte valorização nos preços dos insumos nutricionais, sobretudo o milho.

Além disso, continua a IHS, há registros de contratos de boiada gorda negociada a termo, bem como lotes provindos de confinamentos próprios das indústrias frigoríficas.

Na avaliação da consultoria, é bem possível que, nos próximos meses, a oferta de animais gordos seja cada vez mais enxuta, reflexo do avanço do período seco e frio nas regiões pecuárias brasileiras.

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Porém, observa a IHS, as indústrias devem continua cautelosas nas ordens de compras de boiadas gordas, optando por negócios pontuais, de modo a conter repiques mais expressivos nos preços da arroba.

“A estratégia é manter um quadro de produção equalizado com a demanda vigente de carne bovina, sem geração de excedentes nos estoques”, reforça a IHS.

Nesta quarta-feira, de acordo com dados apurados pela IHS Markit, foram registrados avanços nos preços do boi gordo na praça de Goiânia e também na região do Sul de Goiás, saltando de R$ 290/@ para R$ 300/@.

Também registrou-se acréscimo da arroba nas praças de Minas Gerais. No Triângulo Mineiro, o boi subiu de R$ 305/@ para R$ 310/@, enquanto na região de Belo Horizonte avançou de R$ 285/@ para R$ 290/@.

Ainda nesta quarta-feira, o valor do gado terminado sofreu alta na região Norte, mais especificamente em Araguaína (TO), saltando de R$ 275/@ para R$ 290/@, informa a IHS.

No mercado atacadista da carne bovina, há expectativas de retomada parcial na procura por reposição por parte da cadeia de distribuição e varejo, relata a IHS.

“Apesar dos movimentos ainda não serem concretos, observa-se reposições mais ativas, sobretudo para cortes do dianteiro”, destaca.

Segundo a consultoria, os preços da carne bovina devem manter estabilidade após a alta observada nesta terça-feira (21/6), já que a sazonalidade do período indica menor consumo diante da chegada da última semana do mês (período marcado pelo menor poder aquisitivo da população trabalhadora, devido ao maior distanciamento dos prazos de pagamento dos salários).

Porém, as proteínas concorrentes (suínos e aves) continuam valorizadas, o que dá suporte a firmeza também nos preços dos cortes bovinos, observa a IHS, que acrescenta: “O consumo doméstico segue em ritmo moroso, porém com uma demanda mais ativa quando comparado aos meses anteriores”.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta quarta-feira, 22 de junho
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 282/@ (à vista)
vaca a R$ 263/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 263/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca R$ 280/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 255/@ (à vista)

vaca a R$ 240/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

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