Boi ameaça, mas não cai tanto e vai se acomodando

Com expectativa de aumento do consumo de carne bovina no mercado doméstico, estratégia da indústria de tirar o pé das compras teve pouco impacto

O mercado do boi gordo busca um novo equilíbrio nas referências da arroba após os constantes avanços registrados nos últimos meses, relata a Scot Consultoria. Na avaliação da IHS Markit, nesta terça-feira (1º/12), o cenário apontou para uma “aparente acomodação nas cotações da boiada gorda”.

Segundo a Scot, o mercado trabalha com uma projeção de aumento no consumo de carne bovina no mercado doméstico, estimulado pela proximidade das festas de final de ano. O mercado também está atento ao pagamento da primeira parcela do 13º salário, além do salário de início de mês, o que pode esboçar as estratégias de compra de proteína a serem adotadas nos próximos dias, observa a Scot.

Dados apurados pela consultoria mostram que os preços da arroba ficaram estáveis nesta terça-feira em São Paulo, influenciados pela posição de cautela dos compradores locais. No Estado, o boi comum está cotado em R$ 275/@, preço bruto e à vista. No caso dos machos com menos de quatro dentes, as ofertas de compras chegam a até R$ 10/@ acima da referência do boi comum, a depender do volume e padrão do gado, de acordo com a Scot.

Segundo a IHS Markit, as indústrias de carne espalhadas por todo o Brasil seguem apostando na estratégia de focar na busca de lotes de boiadas de confinamentos próprios ou proveniente de negócios a termo. Outro ponto que justifica a extrema cautela dos frigoríficos é a inconsistência das vendas de carne bovina no mercado interno, além de dúvidas em relação ao novo poder de compra da China. “Internamente, o fluxo de comercialização dos cortes bovinos ainda não mostrou força suficiente para desencadear firmeza aos preços da proteína e um repasse mais adequado dos custos operacionais”, avalia a IHS.

Em relação às vendas externas, as indústrias alegam que a China já vem regulando o fluxo de novos negócios e isso acendeu o alerta quanto a típica saída das compras do país asiático no período que antecede o ano novo chinês, observa a IHS.

Do lado da oferta, a restrita disponibilidade de gado pronto para abate serve com um ponto de resistência a pressões baixista mais intensas sobre os valores da arroba, relata a IHS.

Giro pelas praças

Nesta terça-feira, a indicação de compra do boi gordo oscilou entre os campos positivo e negativo em algumas praças pecuárias do País, de acordo com dados levantados pela IHS (veja os preços de machos e fêmeas nas principais regiões brasileiras ao final deste texto).

Entre as praças da região Centro-Sul do Brasil, houve localidades onde os preços subiram. “A necessidade de garantir a programação de abate ao menos até meados da próxima semana trouxe alguns compradores de volta aos negócios”, destaca a IHS. Nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, mesmo com a ausência de algumas indústrias dos negócios, muitos frigoríficos ainda dispõem de escalas de abate apertadas, que pouco avançaram nos últimos dias. “Depois das quedas acumuladas, modestos movimentos de alta foram suficientes para maior aderência de alguns pecuaristas que já estão liquidando seus últimos lotes de confinamento”, informa a IHS. No entanto, ainda houve registros de baixa na arroba em alguns Estados, como no Paraná, onde as indústrias seguem cadenciando o fluxo das aquisições de gado e há frigoríficos com escalas de abate prontas até meados da próxima semana.

Nas regiões Norte e Nordeste do País, altas foram observadas nesta terça-feira no Maranhão, onde compradores locais buscam concluir suas programações de abate para a próxima semana, relata a IHS. No entanto, ainda no Norte brasileiro, o mercado segue fraco e especulado nos Estados de Rondônia e no Pará, onde os preços da boiada gorda registraram pequenas baixas nesta terça.

Confira as cotações desta terça-feira, 1 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 265/@ (à vista)
vaca a R$ 253/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 254/@  (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 264/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 262/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 263/@ (à vista)
vaca a R$ 252/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 248/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca R$ 256/@  (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 254/@  (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 2631/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 263/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 254/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 246 (à vista)
vaca a R$ 237/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

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Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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