Boi gordo: mercado abre a semana com poucos negócios; arroba registra estabilidade na maior parte das praças

A ausência da China e a queda nos preços das carnes concorrentes preocupam os frigoríficos, que temem maior dificuldade para o escoamento dos cortes de carne bovina no atacado e varejo, avalia a IHS Markit

O mercado brasileiro do boi gordo abriu a semana com fluxo praticamente nulo de negócios, efeito da ausência massiva de grande parte dos frigoríficos nesta segunda-feira (6/12), informa a IHS Markit.

“Com escalas de abate preenchidas até o final desta semana, muitas indústrias optaram por manter-se fora das compras no dia, visando avaliar as vendas de carne bovina no último final de semana”, acrescenta a consultoria.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nesta segunda-feira, os preços dos animais prontos para abater ficaram estáveis nas praças paulistas.

Dessa maneira, o boi gordo é negociado a R$ 320/@, enquanto a vaca e a novilha são vendidas a R$ 299/@ e R$ 309/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

De acordo com os analistas do setor, algumas indústrias buscam, ainda sem grande sucesso, forçar ajustes negativos na arroba.

A ausência da China e a queda nos preços das carnes concorrentes preocupam os frigoríficos brasileiros, que temem maior dificuldade para o escoamento dos cortes no atacado/varejo.

“Algumas indústrias já ajustaram para baixo os seus valores de balcão, embora não haja relatos de ocorrência em volumes expressivos de negócios nestes patamares”, observa a IHS.

Giro pelas praças – Nas praças do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, os preços ficaram estáveis nesta segunda-feira, com o registro de leves baixas em algumas das regiões do Centro-Oeste, informa a IHS.

“Há indústria que conseguiu escalas de abate para até 10 dias e estão totalmente fora das compras de gado”, relata a consultoria, referindo ao comportamento do mercado nas praças do MS e MT.

Em Goiás, registrou-se recuo na região sul do Estado, onde a grande maioria dos frigoríficos também seguem afastados das compras de gado.

Entre as praças da região Norte do Brasil, a trajetória de alta da arroba foi neutralizada diante da saída dos compradores dos negócios, aponta a IHS.

Do lado de dentro das porteiras, boa parte dos produtores aproveitaram as altas acumuladas na arroba nas últimas semanas para entregar os seus últimos lotes remanescentes de confinamentos, focando, assim, as suas atenções no gado de pasto.

Mercado externo – Durante os últimos sete dias úteis, as exportações de carne bovina in natura ficaram em 22,42 mil toneladas, uma média de 3,20 mil toneladas/dia, uma queda de 21,74% no comparativo semanal.

Com isso, novembro/21 se encerrou com 81,17 mil toneladas de proteína bovina embarcadas, uma baixa 51,61% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

O preço médio da proteína vermelha no mercado internacional ficou em US$ 4,92 mil/toneladas, recuando 4,72% no comparativo mensal.

SAIBA MAIS | Exportações totais de carne bovina caíram 47% em novembro, diz Abrafrigo

As vendas externas do produto no mês passado consolidaram um montante de US$ 399,58 milhões, 45,89% inferior ao que foi arrecadado em novembro/20, quando o preço da carne bovina brasileira era negociada em torno de US$ 4,40 mil/toneladas.

Atacado – No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos iniciaram a semana estáveis, informa a IHS.

Embora o fluxo de venda ainda seja lento, a oferta enxuta permitiu suporte aos preços dos cortes.

Esta semana é marcada pela entrada da massa salarial, o que deve permitir algum repique de consumo, avalia a IHS.

Mesmo assim, como já mencionado acima, as quedas verificadas nas carnes concorrentes trazem cautela ao setor.

“Desta forma, as vendas no atacado precisam mostrar uma resposta consistente que permita, ao menos, alguma firmeza aos preços dos cortes, garantindo, assim, liquidez ao mercado físico do boi gordo”, observa a IHS.

Cotações máximas desta segunda-feira, 6 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 310/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 292/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 292/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 303/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 292/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca R$ 302/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 327/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 327/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

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