Boi gordo: Mercado espera reação no consumo de carne bovina no início de agosto, o que pode reativar compras de boiadas

Semana foi marcada pela estabilidade nos preços da arroba, garantida pelo maior conforto nas escalas de abate das indústrias e pela posição de cautela dos pecuaristas, que evitam negociar a preços mais baixos

A oferta de gado não está grande, mas tem melhorado aos poucos, movimento suficiente para manutenção das programações de abate dos frigoríficos, informa a Scot Consultoria.

No entanto, nesta próxima semana, iniciada em 26 de julho, o mercado pecuário já deve começar a sentir a proximidade do início de mês, com frigoríficos com programações menores mais ativos nas compras de boiadas, prevê a consultoria de Bebedouro, interior paulista.

Nesta sexta-feira, 23 de julho, os preços da arroba terminaram estáveis na maioria das praças pecuárias, repetindo o comportamento observado ao longo de toda a semana.

“O equilíbrio entre a oferta de boiadas e o escoamento lento no mercado interno manteve as cotações do boi gordo firmes”, ressalta a Scot.

Nas praças paulistas, o boi gordo segue negociado por R$ 315/@, a vaca gorda por R$ 294/@ e a novilha gorda a R$ 308/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com dados apurados pela Scot Consultoria.

Os animais destinados à exportação são negociados com até R$ 5/@ de ágio em relação ao boi comum – ou seja, valem R$ 320/@, em São Paulo.

Segundo a consultoria Agrifatto, nesta semana, o mercado físico do boi gordo andou de lado.

“Com o consumo da proteína bovina em baixa no mercado interno, os frigoríficos adotam estratégias que permitem alongar as suas escalas, distribuindo os animais adquiridos ao longo da programação, até chegar a primeira semana de agosto, momento em que se espera uma melhor demanda”, enfatiza a Agrifatto.

Diante do baixo consumo doméstico, o mercado atacadista de carne bovina passou por ajustes negativos em parte de seus produtos ofertados. Com isso, a carcaça casada bovina ficou cotada em R$ 19,30/kg.

“Com os preços mais baixos dos cortes bovinos e com menor volume, o mercado deverá absorver a quantidade de mercadorias à venda, não mostrando perspectivas de sobras”, avalia a Agrifatto.

Em linha com as observações feitas por outras consultorias, a IHS Markit diz que o consumo de carne bovina no varejo mostrou demanda mais lenta e irregular durante toda a semana, enquanto a procura pela proteína brasileira no mercado internacional segue crescendo, movimento sazonal do segundo semestre do ano.

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Por sua vez, continua a IHS, o volume de negociações no mercado físico de boiada gorda apresentou baixa liquidez, “situação que deve ter continuidade até a chegada da primeira semana do mês de agosto, período de maior poder de compra da população (devido à entrada dos salários), consequentemente, maior consumo de proteína bovina”.

A IHS também enxergou pouca movimentação nos negócios envolvendo compradores de boiadas que atuam somente no mercado interno.

“Essa indústrias tiveram uma semana de pouca dinâmica em termos de aquisições de bovinos em grande parte do País, em função da diminuição da procura no varejo, situação que gera dificuldade de escoamento da produção”, destaca.

No entanto, reforça a IHS, as plantas que fornecem mercadoria ao mercado internacional demonstraram maior interesse pela matéria-prima disponível nas fazendas.

Giro pelas praças – No Sul do País, novas adversidades climáticas (frio intenso e geadas) oferecem maior facilidade de aquisição de animais terminados.

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Porém, questões ainda relacionadas a problemas de logística impedem negociações mais frequentes – atualmente, os exportadores da região sofrem com a escassez de contêineres, gerando represamento de produtos e travando o escoamento de toda a cadeia pecuária.

No Norte e Nordeste, os preços do boi gordo e demais categorias prontas para abate seguem estáveis.

No Sudeste e Centro-Oeste, a procura por animais é crescente, possibilitando a manutenção dos níveis de preços elevados mesmo após aumento da oferta, oriunda dos primeiros lotes de confinamento, relata a IHS.

Segundo a consultoria paulista, as recentes geadas que atingiram as lavouras de milho e cana-de-açúcar no Centro-Sul impactam ainda mais os elevados custos de nutrição, pressionando as margens operacionais dos confinadores.

“As adversidades climáticas, de fato, contribuíram para um leve aumento de oferta de boiadas”, afirmam os analistas.

No entanto, os confinadores ainda buscam, a todo custo, conservar as suas margens operacionais, pleiteando valores próximos às máximas vigentes no mercado para seus animais terminados no cocho.

“Os altos custos de nutrição já contratados para os lotes do primeiro giro de confinamento não permitem efetivações descoladas dos patamares atuais”, observa a IHS, acrescentando que, qualquer venda abaixo dos preços vigentes, irá impactar a lucratividade do setor.

Nesse cenário, enfatiza a IHS, os preços do boi gordo seguem firmes no Centro-Sul do Brasil.

Em relação ao mercado externo, os embarques de carne bovina in natura tiveram bom desempenho no acumulado das três primeiras semanas de julho.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado no período totalizou 89,23 mil toneladas, com uma média de 7,43 mil tonedas/dia, um avanço de 1,04% em relação à média de julho/20 e 0,9% inferior à média diária do mês passado (junho/21).

Até o momento, relata a IHS Markit, apenas os consumidores internacionais conseguem arcar com os repasses solicitados pelas indústrias exportadoras, por meio do pagamento de prêmios por arroba em função do bom rendimento de carcaça e da boa qualidade do animal.

Nos contratos futuros do boi negociados na B3, há registro de novas variações negativas significativas em todos os vencimentos. Os negócios para outubro/21 e novembro/21 recuam para R$ 321,50 e R$324,55, respectivamente.

Cotações máximas desta sexta-feira, 23 de julho, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 308/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 304/@ (prazo)
vaca a R$ 292/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 289/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca R$ 292/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 308/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 335/@ (à vista)
vaca a R$ 325/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 335/@ (à vista)

vaca a R$ 325/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 298/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 298/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 284/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 287/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

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