Boi gordo sai da porteira a passos lentos e arroba fica estável, ao valor de R$ 317 nas praças paulistas

Cotações dos animais terminados seguem com tendência de alta e analistas preveem recuperação da demanda interna de carne bovina nesta primeira quinzena de agosto

Nesta quarta-feira, 4 de agosto, as cotações do boi gordo voltaram a apresentar estabilidade em quase todas as praças pecuárias brasileiras, com exceção de algumas regiões do Sul do País, onde foram registrados recuos nos preços tanto de machos quanto de fêmeas prontos para abater.

Segundo as consultorias que acompanham diariamente o mercado pecuário, a enorme escassa oferta de animais terminados neste período de entressafra explica a manutenção da arroba em patamares bastante elevados.

Além disso, as exportações de carne bovina seguem aquecidas e os frigoríficos ainda acreditam na reação do consumo interno da proteína no curtíssimo prazo.

Dados da Scot Consultoria mostram que o boi gordo continua negociado no mercado de São Paulo a R$ 317/@, enquanto a vaca e a novilha seguem valendo 293/@ e R$ 311/@, respectivamente (valores brutos e a prazo).

Bovinos destinados ao mercado externo (abatidos mais jovens, com idade de até 30 meses) são vendidos por até R$ 320/@ (preço bruto e à vista).

Segundo apurou a IHS Markit, a liquidez no mercado físico do boi gordo é especialmente baixa na região Centro-Sul do País.

“Os lotes de animais gordos são oferecidos de forma esparsa e os muitos pecuaristas que confinam o gado têm demonstrado preocupação com os elevados custos com reposição e nutrição”, observa a IHS.

Por isso, a estratégia é não aceitar de nenhuma forma os preços mais baixos sugeridos pelas indústrias compradoras.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos situados no Centro-Sul brasileiro evitam adquirir animais por patamares de preços maiores que os atuais, em função da dificuldade de repasse dos custos operacionais ao mercado varejista da carne bovina, acrescenta a consultoria.

Essa queda de braço tem resultado em travamento dos negócios envolvendo lotes terminados.

Nas regiões Norte e Nordeste, as indústrias apresentam escalas de abate mais confortáveis, e os preços do boi gordo também seguem estáveis.

Na região Sul, a dinâmica de negócios é diferente do restante do País, informa a IHS.  Lá, a procura por animais terminados é fortemente prejudicada pela escassez de contêineres, o que dificulta as exportações de carne bovina pela região.

Nos contratos futuros do boi negociados na bolsa B3, há registro de modestas variações positivas nos vencimentos mais longos.

Os papeis para outubro/21 e novembro/21 recuaram levemente, para R$ 325,05 e R$ 330, respectivamente. O contrato de vencimento mais curto (agosto) apresentaram variações positivas, avançando para R$ 318,60.

Segundo a IHS, o contrato de curto prazo acompanha a tendência esperada para o mercado físico de São Paulo, que deve apresentar maior volume de negócios ao longo da primeira quinzena do mês, período teoricamente de maior demanda pela carne bovina, devido ao pagamento dos salários e também pelas comemorações do Dia dos Pais, no domingo próximo.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro, permaneceram estáveis nesta quarta-feira.

O sebo industrial, por sua vez, registrou variação positiva de R$ 0,10/Kg nesta quarta-feira.

Até o momento, as expectativas de aumento no consumo de carne bovina não foram concretizadas, informa a IHS Markit.

“A procura por reposição dos estoques de carne bovina segue lenta e irregular, em função da persistente dificuldade de escoamento da proteína”, ressalta a consultoria.

Porém, ao longo dos próximos dias, por conta do recebimento da massa salarial e a chegada do Dia dos Pais, o setor espera a retomada da demanda interna, reforça a IHS.

Cotações máximas desta quarta-feira, 4 de agosto, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 313/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 294/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 309/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 306/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 304/@ (à vista)
vaca a R$ 293/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 302/@ (à vista)
vaca a R$ 293/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca R$ 292/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 320/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 320/@ (à vista)

vaca a R$ 310/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 299/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 287/@ (à vista)
vaca a R$ 263/@ (à vista)

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