Brasil terá papel destaque na segurança alimentar das populações árabes

Segundo o presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, existe muito potencial para a criação e ampliação das alianças entre as duas regiões
Presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun. Foto: Rodrigo Rodrigues/Câmara Árabe

O Brasil terá um papel de ainda mais destaque na segurança alimentar das populações árabes. Essa foi uma das projeções para a relação do Brasil com os países árabes feitas pelo presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, na abertura do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, nesta segunda-feira (19/10). A abertura contou com a participação do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e do secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit.

O tema do evento é “o Futuro é Agora”. Hannun disse que os países árabes estão buscando se tornar e já estão se tornando referência global em tecnologia, preservação ambiental e produção sustentável.

O Brasil, por sua vez, terá um papel de ainda mais destaque na segurança alimentar das populações árabes. Há, portanto, muito potencial para a criação e ampliação das alianças”, disse Hannun.

Em função das condições naturais, os países árabes não são grandes produtores de alimentos e dependem em boa parte das importações para abastecer seus supermercados. O Brasil é importante fornecedor para eles na área. “Como se pode ver, o potencial das relações bilaterais Brasil-Países Árabes é enorme e ainda tem muito a progredir”, afirmou o presidente da Câmara Árabe.

Hannun deu uma prévia das ações que serão realizadas durante o fórum e que podem fortalecer ainda mais a relação entre árabes e brasileiros, como acordos nas áreas comercial e logística, iniciativas para a internacionalização da Câmara Árabe e para dar visibilidade às atividades da instituição nas áreas social, cultural e de segurança alimentar, além de outras medidas para desburocratizar e dar segurança aos processos de exportação e importação e para agregar valor às marcas e produtos brasileiros.

Falando sobre a temática central do encontro, “O Futuro é Agora”, o presidente da Câmara Árabe também afirmou que o Brasil e os países árabes souberam implementar um conjunto de ações nos campos econômico, comercial e cultural que permitiram a construção desse futuro. “Num ano atípico, em que contingências imprevistas transformaram a vida de pessoas, empresas e governos em vários aspectos, o mundo teve de se reinventar”, disse Rubens Hannun.

Ele citou a própria realização do fórum como um exemplo disso. “Entramos na Câmara na revolução digital”, disse, contando a história do evento, concebido inicialmente para o formato presencial. Hannun também falou sobre a transformação da relação entre brasileiros e árabes para o digital. “Brasileiros e árabes mantêm entre si uma relação bilateral que pode ser, e é exemplo para o mundo. Não há barreiras, dificuldades e comportamentos que não possam ser resolvidos”, disse.

Segundo o presidente da Câmara Árabe, há grandes sinergias entre Brasil e países árabes e é preciso aproveitá-las. “Nossas economias são complementares, razão mais do que suficiente para estabelecer neste fórum parcerias ainda mais consistentes”, disse. Os árabes são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil no exterior, o segundo para o agronegócio brasileiro, e há investimentos recíprocos entre as duas regiões. Rubens Hannun disse que novos aportes árabes no Brasil foram anunciados após a viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita em novembro do ano passado.

Hannun lembrou também dos laços formados com a imigração árabe no Brasil e que a comunidade árabe hoje é 6% da população brasileira, quase 12 milhões de pessoas. Outro dado apresentado pelo presidente da Câmara Árabe foi a presença dos árabes e descendentes na liderança empresarial do agronegócio brasileiro, onde eles são 12% do total, e nas entidades, com 26%.

Os libaneses são os que formam a maior parte da comunidade árabe no Brasil. Hannun agradeceu ao presidente Bolsonaro pela contribuição humanitária ao Líbano em função da tragédia ocorrida no porto de Beirute no começo de agosto. O governo federal enviou avião com doações ao país árabe, grande parte do material recolhido junto à comunidade árabe do Brasil.

Hannun disse esperar que o Fórum Econômico Brasil & Países Árabes represente uma contribuição positiva para a parceria estratégica entre árabes e brasileiros. O evento virtual ocorre até a próxima quinta-feira (22), com plenária das 9h às 13h30, e uma exposição com a presença de empresas árabes e brasileiras. A plenária é apresentadas pela jornalista e apresentadora de televisão Renata Maron. O fórum é promovido pela Câmara Árabe com a parceria da União das Câmaras Árabes e Liga Árabe.

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