Carne bovina: produção mundial crescerá 1% em 2021, tendo EUA e Brasil como protagonistas

O rebanho mundial de bovinos deve chegar a pouco mais de 1 bilhão de cabeças, o que significará o maior patamar desde 2009 e um avanço de 0,7% em relação a 2020

A despeito das complicações no mundo geradas pela pandemia da Covid-19, o planeta deve produzir 61,16 milhões de carne bovina equivalente-carcaça em 2021, crescendo 1% em relação a 2020, informa novo boletim do CiCarne (Centro de Inteligência da Carne Bovina)/Embrapa Gado de Corte, com base em dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Em relação às projeções para o próximo ano, os Estados Unidos seguirão como o principal produtor mundial de carne bovina, respondendo por 20% do volume global, seguido pelo Brasil (com 17%) e pela União Europeia (12,5%).

A China aparece na quarta posição do ranking mundial previsto para 2021, à frente da Índia e da Argentina, quinto e sexto maiores produtores.

Rebanho bovino – Ainda de acordo com o USDA, em 2021, o rebanho mundial de bovinos deve chegar a pouco mais de 1 bilhão de cabeças, o que significará o maior patamar desde 2009 e um avanço de 0,7% (ou 6,4 milhões de cabeças) em relação ao plantel registrado em 2020.

Segundo o relatório do CiCarne, sete países concentram 90% do rebanho mundial: Índia, Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina e Austrália.

Sozinho, o Brasil responde por 24,7% do rebanho mundial, atrás somente da Índia, com 30,6% de participação.

Avanço do consumo – O consumo mundial de carne bovina em 2021 deve alcançar 60,04 milhões de toneladas, aumento de 1,6% frente ao resultado de 2020, segundo o USDA.

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Os Estados Unidos, maior consumidor mundial, deve demandar 12,52 milhões de toneladas de proteína vermelha no próximo ano, crescimento de 1,01% em relação a 2020.

A demanda na China, segundo maior consumidor mundial, deve alcançar 10,08 milhões de toneladas.

Por sua vez, informa o boletim do CiCarne, o consumo de carne bovina no Brasil pode alcançar 7,73 milhões de toneladas em 2021, superando o consumo esperado para o bloco da União Europeia no próximo ano, de 7,69 milhões de toneladas.

Há forte correlação entre crescimento de renda e consumo de carne, observa o boletim. Países de renda média como China e Brasil, que registraram um crescimento econômico significativo nas últimas décadas, experimentaram um grande aumento no consumo de carne.

Em 1960, Argentina, Austrália e EUA lideravam o ranking global de consumo de carne bovina, diz o relatório, citando dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Após 2008, os maiores consumidores foram Argentina, Brasil e Estados Unidos. Em 2020, as estimativas de consumo per capita para o ano de 2020 diminuíram e o ranking mudou. O país de maior consumo foi a Argentina (36 kg/hab/ano), seguida dos Estados Unidos (26 kg/hab/ano) e o Brasil (24,4 kg/hab/ano). Na sequência, aparece Israel (24,1 kg/hab/ano) e Chile (21,8 kg/hab/ano).

Longo prazo – A produção mundial de carne bovina deve seguir crescendo no longo prazo, atingindo 79,3 milhões de toneladas em 2027, o que significa um incremento médio de 1,28% ao ano, destaca o CiCarne.

No período analisado, diz o relatório, o Brasil fortalecerá a sua posição entre os principais players de carne bovina do mundo.

“O Brasil não só continuará entre os maiores produtores e fornecedores de carne bovina do mundo, mas como tem as melhores condições para ser o protagonista”, afirma o relatório.

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