Carne de Wagyu conquista paladar de consumidores chineses

Países elevam exportações desta iguaria ao mercado chinês, com destaque para a Austrália

Nos últimos anos, a China vem aumentando não só as importações de cortes bovinos mais baratos, mas também de carne de qualidade. Reportagem publicada pelo portal australiano Beef Point mostra que, nos últimos anos, o comércio de carne bovina de animais da raça Wagyu, mundialmente reconhecida pelo alto marmoreio, maciez e suculência, disparou ao mercado chinês, sobretudo de produtos originário da Austrália.

“O ano passado foi um período de crescimento muito forte para o Wagyu importado no mercado da China”, disse o analista do mercado de carne bovina importada, Gerrard Liu, do Meat International Group, segundo reportagem da Beef Central, que recentemente participou de um seminário on-line (webinar) sobre o tema.

Considerando todos os países fornecedores ao mercado da China, em volume, no ano passado, as importações de carne de Wagyu atingiram 20.800 toneladas, acima das 12.100 toneladas do ano de 2018 e das 8.000 toneladas registradas em 2017. Neste ano, até o final de maio, o volume já atingiu 10.800 toneladas, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

Liderança australiana

Segundo a Beef Central, os números dos envios de carne de Wagyu feitos em maio deste ano à China mostraram que a Austrália tinha 83% de participação no mercado de carne importada, seguida pelo Uruguai (com 7%), Nova Zelândia (5%) e EUA e “outros” com 2% cada.

O texto da Beef Central destacou a maior participação dos EUA no mercado chinês de carne de qualidade. “Vemos alguma oportunidade para aumentar o comércio de carne bovina Wagyu dos EUA, se a relação comercial entre os EUA e a China melhorar”, disse o analista Gerrard Liu. “Com o tempo, acreditamos que mais e mais participantes atenderão ao mercado de Wagyu da China, porque os consumidores chineses têm valorizado cada vez mais essa iguaria”, prevê.

Os restaurantes responderam por mais de 75% de todas as importações de carne bovina Wagyu da China, em volume, divididas entre os populares, churrasqueiras e locais especializados em comida japonesa, disse Liu. Durante o período mais crítico da Covid-19, assim como na Austrália, as pesquisas mostraram que os consumidores chineses estavam ansiosos para experimentar novas receitas e, por isso, fizeram compras on-line sem precedentes de itens como eletrodomésticos para grelhar e panelas elétricas.

Vários palestrantes do seminário on-line destacaram o forte reconhecimento da marca australiana de carne Wagyu na China. O gerente de insights de mercados da MLA para a região da Grande China e sudeste da Ásia, Vivian Harris, disse ao webinar que a pesquisa com consumidores da MLA na China indicou que já havia uma forte consciência sobre a qualidade da carne Wagyu e de suas propriedades exclusivas, especialmente entre os cidadãos mais ricos. Mais de um terço dos participantes da pesquisa associou Wagyu à carne bovina da mais alta qualidade.

“Esses números são realmente bastante altos, quando você considera o papel relativamente pequeno que a carne bovina desempenhou na China até agora”, disse Harris. “Isso também ressalta a paixão que os chineses têm por aprender sobre comida gourmet”, acrescentou.

As pesquisas também mostraram que os chineses têm um forte entendimento de que o marmoreio é um indicador-chave de carne bovina de alta qualidade. Oitenta por cento dos cidadãos chineses mais ricos possuíam experiência no consumo de carne com alto índice de marmoreio. “Mas, mesmo que não o tenham experimentado, a maioria dos consumidores sabia que o produto tinha um padrão único de marmoreio”, disse Harris, acrescentando também outras características, como sabor e suculência.

Ao comparar todos os fornecedores, as pesquisas mostraram que os consumidores chineses acreditavam que a carne bovina australiana tinha forças competitivas, em características como consistência de altos padrões de qualidade, superioridade na qualidade da alimentação, salubridade, nutrição e segurança. Como resultado, a carne bovina australiana havia construído uma forte conexão emocional com os consumidores chineses. (Fonte: Denis Cardoso, adaptação ao texto publicado pelo portal australiano Beef Central)

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Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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