Corrente comercial entre Brasil e países árabes é maior desde 2014

O comércio entre árabes e brasileiros em 2021 movimentou US$ 24,25 bilhões; os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino dos produtos do Brasil

O balanço do comércio do Brasil com os países árabes em 2021 apontou para um cenário de melhora econômica.

A corrente comercial entre o País e o bloco alcançou seu maior patamar desde 2014, somando US$ 24,25 bilhões.

“Isso mostra que, apesar de ser um ano ainda pandêmico, a recuperação rápida dos países árabes conseguiu aumentar esse saldo”, declarou Tamer Mansour, CEO e secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

No total, o Brasil exportou US$ 14,42 bilhões ao bloco dos países árabes, aumento de 26% na receita gerada.

O bloco segue como terceiro principal destino das exportações brasileiras. Além de produtos ligados à agricultura, como açúcares e carne de frango, o minério de ferro puxou a balança e teve aumento considerável na demanda de países como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

“Vamos dividir isso em dois aspectos. Os árabes estão retomando suas indústrias. Isso mostra como a recuperação econômica deles foi rápida e válida. E há a tendência e reafirmação do Brasil como um dos maiores parceiros comerciais em termos de agronegócio”, afirmou Mansour.

Para o executivo, a expectativa é também de que novos caminhos se abram para as exportações brasileiras.

“Esperamos que em 2022 a balança continue subindo. Estávamos aguardando esse aumento em 2020, mas a pandemia atrapalhou. E agora, com essa estabilidade dos últimos sete meses nos países árabes, destacando-se os Emirados, pela própria movimentação ligada a Expo 2020 Dubai, tudo isso indica que eles voltaram e restabeleceram as economias mais rápido”, concluiu.

No acumulado do ano de 2021, os Emirados Árabes Unidos assumiram a liderança entre os principais países árabes compradores do Brasil. O país do Golfo teve um aumento de 13,21% na receita do ano passado frente ao mesmo período de 2020.

“A retomada dos Emirados ao primeiro lugar mostra como eles foram um dos países do mundo a se reestabelecer mais rápido na pandemia. Juntamente a isso, também foi um dos principais países a ter grande parte da população vacinada contra a covid”, ressaltou o executivo.

Em segundo lugar, esteve a Arábia Saudita, com aumento de 9,78% na receita gerada em 2021 frente ao ano anterior. E em terceiro lugar veio o Egito, com crescimento de 14,55% em 2021, no mesmo comparativo.

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Importação dos países árabes – Já no ranking das importações brasileiras, os árabes estão em quinto lugar entre os principais fornecedores. Em 2021, a receita com as compras de produtos árabes foi de US$ 9,82 bilhões, aumento de 82% frente a 2020.

“Além dos produtos naturais, como combustíveis e fertilizantes, o alumínio começa a aparecer com força na balança comercial”, destacou Mansour sobre o item, que teve aumento em volume nas compras brasileiras a partir de nações como Emirados e Arábia Saudita.

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