Dia a dia do mercado pecuário em 7 de março

Preço firme para o boi gordo e queda nos preços dos cortes dianteiros no varejo. Confira as principais notícias de mercado desta quinta-feira
Ilustração: Edgar Pera

Balanço da semana mostra preço do boi gordo andando de lado

A consultoria Agrifatto divulgou nesta tarde de quinta-feira o balanço semanal do mercado brasileiro do boi gordo.

De um lado, os frigoríficos tentaram segurar as indicações da arroba e continuam trabalhando com as escalas curtas, na expectativa de relação de oferta e demanda mais folgada, diz a consultoria.

Na ponta vendedora, o período seco (em dezembro/janeiro) comprometeu o potencial de engorda, limitando a oferta de animais terminados via pasto neste momento.

“Nas praças levantadas pela Agrifatto, a cotação da arroba se valorizou em quatro delas, se manteve estável em uma e recuou em duas”, relata.

Na média dos Estados, o avanço semanal das cotações a prazo foi de 0,18%.

As escalas de abate, que iniciaram a semana em 4,4 dias, aumentaram para 6,4 dias atualmente.

“Apesar do reajuste ao longo da semana, as programações ainda estão relativamente curtas, dando firmeza aos preços no curto prazo”, analisa.

Carnes avançam no atacado em fevereiro, diz a Agrifatto

Após uma retração ao longo de janeiro, gerada por um consumo menor (período de sazonal elevação dos gastos), o preço da carne no atacado avançou em fevereiro após a retomada da demanda, informa balanço desta quarta-feira da consultoria Agrifatto.

No acumulado de fevereiro, as carnes bovina, de frango e suína subiram 2,98%, 4,30% e 13,19%, respectivamente.

O movimento sazonal de queda dos preços na segunda metade do mês passado ocorreu para a carne bovina e de frango, que recuaram 0,62 e 0,93%. Já a carne suína seguiu trajetória de alta, avançando 0,25% a partir do dia 15.

A carcaça casada bovina encerrou fevereiro cotada a R$ 10,36 por quilo, praticamente estável no comparativo semanal.

A carne de frango resfriada recuou 0,93% na última semana, fechando o mês em R$ 4,25/kg. Já a carne suína fechou em R$ 6,14/kg, queda de 0,49% no comparativo semanal.

O spread (diferença de preços) entre a carne bovina no atacado e a arroba do boi gordo segue trabalhando em campo positivo ao longo de fevereiro (média de 2,95%), segundo a Agrifatto.

Os preços das carnes devem subir mais no curto prazo, impulsionados sobretudo pelo pagamento de salários no início deste mês.

Preços futuros do boi gordo avançam e contrato para outubro é negociado a R$ 156,60/@

Na última semana de fevereiro, os contratos futuros do boi gordo avançaram na B3, informa a consultoria Agrifatto.

“Com a virada do mês, o contrato de março torna-se o vencimento mais curto, e a sua liquidez deve aumentar”, prevê a consultoria, acrescentando que, na última semana de fevereiro, foram negociados 957 contratos.

No comparativo semanal, o vencimento março avançou 0,96% e fechou fevereiro a R$ 152,45/@. A diferença entre o indicador do boi gordo e deste contrato estava em R$ 2,25/@ no final da última semana.

Ainda segundo a Agrifatto, o contrato futuro para outubro, que normalmente precifica o “pico” da entressafra, fechou fevereiro sendo negociado a R$ 156,60/@, registrando um avanço semanal de 0,26%.

O aumento do consumo sazonal de carne bovina neste início do mês, somado a uma maior necessidade das indústrias pela matéria-prima (boi gordo), pode permitir novos avanços no mercado físico, observa a consultoria.

“Essas altas no balcão também podem contagiar os contratos futuros mais longos da B3 e, se isso se concretizar, pecuaristas terão melhores condições de negociar as vendas futuras, tanto no mercado futuro quanto via compra de opções”, ilustra a Agrifatto.

Estudo do Imea aponta “leve” retorno financeiro com a atividade de recria-engorda no Mato Grosso

Estudo do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgado nesta quinta-feira mostra que o pecuarista que atua na atividade de recria e engorda no Estado registrou resultado financeiro positivo em 2018.

Considerando as variáveis de dentro da porteira da fazenda, a média do Custo Variável do sistema de recria-engorda foi de 9,[email protected]/hectare em 2018, enquanto o Custo Operacional médio ficou em 10,[email protected]/ha.

Por sua vez, a produtividade média no Mato Grosso foi de R$ 10,34/ha, considerando o valor médio da arroba do boi gordo de R$ 132,51 em 2018, o que garantiu um retorno “levemente positivo”, analisa o Imea.

No entanto, alerta o instituto, mesmo com a expectativa de preço firme (com viés de alta) para o boi gordo e os sinais de queda (ou estabilidade) nos valores dos insumos, é preciso que o pecuarista matogrossense “aumente a sua produtividade para garantir a diluição dos custos totais ao longo de 2019”.

Em linha com outras consultorias, Agrifatto prevê ritmo lento no mercado boi gordo

Nesta semana mais curta devido ao feriado de Carnaval, o ritmo de negócios no mercado físico deve seguir lento e com preços firmes, informa a consultoria Agrifatto, de Bebedouro, SP.

“Nos Estados levantados pela Agrifatto, as escalas de abate estão entre 4 e 5 dias. A situação pode se agravar, caso a indústria não originar um volume considerável de animais entre hoje e amanhã”, destaca.

O pagamento dos salários neste início de março pode impulsionar o consumo interno no curto prazo, acredita a consultoria. Além disso, “as exportações, que representam aproximadamente 20% da carne produzida no País, devem auxiliar no escoamento do atacado, permitindo preços firmes nos próximos dias”.

Preço do bezerro recua em MS e GO

O Indicador Bezerro Esalq (animal Nelore, de 8 a 12 meses) abriu a semana pós-carnaval em baixa na praça do Mato Grosso do Sul. Fechou a Quarta-feira de Cinzas a R$ 1.245,37, com desvalorização de 1,8% em relação ao valor de 1º de março (R$ 1.268,59).

No acumulado do ano, porém, o valor atual do bezerro no MS ainda apresenta aumento de 1,6% sobre a cotação de 28 de dezembro de 2018 (R$ 1.225,47).

Em seu site, a Scot Consultoria destaca nesta quinta-feira as quedas recentes de preços dos animais de reposição em Goiás, principalmente das categorias mais jovens.

Tal movimentação garantiu aos recriadores e invernistas do Estado uma melhoria na relação de troca, pois o valor do boi gordo subiu no último mês na região.

Com isso, informa a Scot, a troca com o bezerro desmamado saiu do patamar de 1,85 bezerro/arroba de boi gordo, no início deste ano, para os atuais 1,90 bezerro/@, o que representou um aumento de quase 3% no poder de compra do recriador/invernista de Goiás.

Corte dianteiro está na lista dos quatro itens que mais tiveram baixa de preço em janeiro, informa a Abras

O corte dianteiro de carne bovina ficou entre os quatro itens que mais sofreram redução mensal de preços em janeiro da cesta Abrasmercado. O grupo é composto pelos 35 produtos mais consumidos nos supermercados brasileiros e monitorado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

No geral, o dianteiro recuou 2,13% no primeiro mês de ano, ante o valor de dezembro, informa a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que também destacou as quedas mensais do preço do tomate (-14,54%), farinha de trigo (-9,78%) e leite longa vida (-2,41).

Na comparação com janeiro de 2018, o valor do dianteiro apresentou alta de 2,62%.

No entanto, um olhar mais atento para o levantamento da Abras mostra que essa baixa geral no preço do dianteiro em janeiro foi puxada pelas regiões norte e nordeste, onde o produto recuou 7,39% e 1,80%, respectivamente, na comparação mensal. No sudeste, sul e centro-oeste, o dianteiro registrou elevação mensal de 2,69%, 1,35% e 0,74%, respectivamente.

Já o corte de carne bovina traseiro teve alta de 1,93% no preço em janeiro ante dezembro, com destaque justamente para as regiões Norte (+3,71%) e Nordeste (+3,79%).

Em relação ao preço de janeiro de 2018, o traseiro apresentou aumento de 1,90%.

Preços firmes para o boi gordo, com tendência altista neste início de março

Nesta semana pós-Carnaval, o mercado de boi gordo segue estável nas principais regiões pecuárias do País, com tendência de alta.

Com o pagamento dos salários neste início de março, a expectativa é de aumento no consumo interno de carne bovina, o que motivará a compra da boiada pelos frigoríficos.

O Indicador Esalq do boi gordo fechou a Quarta-feira de Cinzas a R$ 150,30 (valor à vista) em São Paulo, com ligeira alta de 0,20% sobre o valor do dia 1º de março (de R$ 150,05), segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

“A tendência é que o cenário após o feriado seja de mais firmeza no mercado do boi gordo”, prevê a Scot Consultoria, de Bebedouro, SP.

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