Embarques brasileiros de carne avançam 2% no 1º quadrimestre

Carne de frango representou 60,9% do volume enviado ao exterior no período. Carne bovina foi 28,5% do total

As exportações brasileiras de carnes (suína, bovina e de frango) avançaram 2,1% no acumulado de janeiro a abril de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado pela consultoria Agrifatto.

Dentre os embarques dessas proteínas, somente a carne de frango representou 60,9% do volume enviado ao exterior no primeiro quadrimestre. Já a carne bovina foi responsável por 28,5% do total exportado. No caso da carne suína, a representatividade nas exportações foi de 10,6%.

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Um dos fatores que explicam o aquecimento do mercado mundial de carnes é a grande mudança conjuntural da demanda global de proteínas desencadeada pelo surto de peste suína africana (PSA) na China.

“Devido à agressividade da PSA, as perspectivas são de embarques crescentes nos próximos meses e anos”, avalia a Agrifatto.

A consultoria estima um crescimento de 10% em 2019 das exportações brasileiras das três principais proteínas, para algo em torno de 7 milhões de toneladas exportadas. “A participação da China nessa demanda deve atingir 25%”, projeta.

Impacto no mercado

De acordo com informações levantadas pela Agrifatto, estima-se que a PSA reduzirá em aproximadamente 16 milhões de toneladas a produção de carne suína chinesa. “Será a maior queda de produção na cadeia de carnes já vista na história”, alerta a consultoria.

Os efeitos sobre a demanda e, consequentemente, sobre os preços das proteínas animais já impactam o mercado e devem se intensificar nos próximos meses, relata a Agrifatto.

Os casos da doença continuam se alastrando pela China e por outros países do sudeste asiático, como o Vietnã, Camboja, Coreia do Norte e Mongólia, tornando ainda mais intensos os impactos da PSA no cenário global.

Em 2018, de acordo com a Agrifatto, a China foi responsável por mais de 50% do consumo global de carne suína. “Por este motivo, os impactos da PSA no maior produtor (e consumidor) mundial tendem a impactar significativamente a dinâmica do mercado internacional de proteína animal”, enfatiza.

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