Embora com ritmo lento de negócios no mercado, expectativa é de alta nos preços do boi gordo

Arroba encerra a semana com estabilidade, mas elevação no ritmo das exportações de carne bovina e possibilidade de crescimento na demanda doméstica podem motivar novos aumentos nas cotações dos animais terminados

A proximidade da virada de mês, que traz expectativas mais positivas para a demanda doméstica de carne bovina – devido ao pagamento dos salários aos trabalhadores – e o avanço das exportações da proteína resultaram em um cenário mais sustentado dos preços do boi gordo ao longo desta semana, informa as consultorias que acompanham diariamente o mercado pecuário.

No período semanal, houve recuo da arroba em apenas 4 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria.

Nas demais regiões, o valor do macho terminado se manteve praticamente estável, observa a Scot, que relata altas pontuais em alguns Estados.

Foi o caso de São Paulo, onde o boi gordo sofreu leve elevação de 0,5% na comparação semanal, após praticamente duas semanas de preços estáveis.

No mercado atacadista de carne sem osso, houve alta nos preços nos últimos sete dias, em São Paulo, puxada pelos cortes de traseiro, informa a Scot.

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Especialmente nesta sexta-feira, 30 de julho, os preços dos animais terminados seguiram firmes nas praças paulistas.

O boi gordo, a vaca e a novilha foram negociados em R$ 317/@, R$ 292/@ e R$ 310/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

O animal padrão exportação (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) vale em torno de R$ 320, à vista, em São Paulo, acrescenta a Scot.

De acordo com a IHS Markit,  o mercado brasileiro de boiada gorda encerrou o último dia da semana com fluxo praticamente nulo de negócios.

“Apesar do aumento da oferta de animais ao longo dos últimos dias, os preços seguem firmes na maioria das regiões do País”, ressalta a consultoria

Porém, na avaliação da IHS, gradualmente, a procura dos frigoríficos por animais terminados tende a ganhar força nos próximos dias, fator que favorece a especulação altista em relação aos preços da arroba.

“O cenário para a primeira semana de agosto traz expectativas de novas altas do boi gordo, em função da maior procura pela carne bovina no varejo e da escassez de oferta de boiadas gordas em todo o País”, reforça a IHS.

Há relatos de frigoríficos exportadores que pagam pela novilha gorda o mesmo valor do macho – essa categoria é a preferida dos países asiáticos, justifica a IHS.

Por sua vez, os abatedouros que atendem exclusivamente ao mercado interno elevaram as compras de vacas – categoria vendida a preços mais baixos em relação aos machos.

Segundo a IHS, no Sul do País as plantas abatedouras evitam adquirir animais por conta de problemas logísticos. A escassez de contêineres na região persiste, gerando sobras nos entrepostos, o que afeta o volume de negócios no mercado do boi gordo.

No Sudeste e Centro-Oeste, como já relatado acima, a procura por fêmeas é crescente, em função do menor custo para os abatedouros e da aproximação da primeira semana de agosto, quando o consumo interno tende a aumentar, devido ao maior poder aquisitivo da população.

Em relação ao mercado externo, os embarques de carne bovina in natura tiveram um bom desempenho no acumulado das quatro semanas de julho, avaliam as consultorias do setor.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado alcançou 130,49 mil toneladas, com uma média diária de 7,67 mil ton./ dia, avanço de 4,3% em relação à média de julho/20 e 2,3% superior à média diária do junho/21.

“A retomada das vendas externas traz algum alívio ao setor”, afirma a IHS.

Cotações máximas desta sexta-feira,  30 de julho, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 299/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 306/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 309/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 304/@ (à vista)
vaca a R$ 293/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca R$ 292/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 325/@ (à vista)
vaca a R$ 315/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 325/@ (à vista)

vaca a R$ 315/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 298/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 299/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 287/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

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