Estudo aponta gargalos do setor de corte na Austrália

Relatório australiano busca comparar vantagens e desvantagens na pecuária de corte com Austrália

Os custos de frete continuam a prejudicar a competitividade da agricultura e da pecuária australiana nos mercados internacionais, de acordo com um novo relatório divulgado (The Impact of Freight Costs on Australian Farms) neste mês de maio pela Deloitte Access Economics e encomendado pela AgriFutures Austrália.

Entre as diversas informações contidas neste trabalho, destaque para as referências do estudo em relação aos principais concorrentes da Austrália no mercado de exportação de carne bovina – os Estados Unidos e o Brasil.

O relatório mostra que os produtores de gado australianos enfrentam custos maiores na área de transportes (frete) em relação aos pecuaristas norte-americanos. Em relação aos pecuaristas brasileiros, os pesquisadores disseram não ter encontrado dados suficientes que permitam estudos comparativos.

As principais diferenças no mercado de pecuária da Austrália em comparação com os EUA são: menor capacidade de carregamento de gado por estrada; menor qualidade da infraestrutura rodoviária; e preços mais altos do diesel.

Em relação ao Brasil, a Austrália apresenta: maior capacidade de carga de gado; maior qualidade da infraestrutura rodoviária; preços mais baixos do diesel; e menor salário médio.

Estima-se, portanto, que o custo do transporte rodoviário de gado nos EUA seja mais barato (em relação ao custo na Austrália) sobretudo pela maior capacidade de carga de caminhões, permitindo que os gastos com o frete sejam distribuídos por um número maior de animais, em média, segundo o relatório.

Os menores custos de transporte de gado nos EUA, continua o estudo, provavelmente também refletem uma infraestrutura de transporte comparativamente melhor e menores custos com combustível.

Características semelhantes

Assim como na Austrália, a produção de carne bovina nos EUA e no Brasil está geograficamente dispersa. Dessa maneira, as cadeias de abastecimento nesses três países são fortemente dependentes de frete de longa distância, tendo as rodovias como o principal meio de transporte.

O gado australiano normalmente se movimenta ao longo da cadeia de fornecimento com mais frequência durante a sua vida em relação aos bovinos no Brasil e nos EUA, informa o relatório. Isso porque as fazendas de pecuária de corte da Austrália normalmente se especializam em uma única fase do sistema de produção (cria, recria ou terminação), com os animais necessitando de transporte entre cada uma das fases – o que resulta numa média 2,3 movimentos por animal.

Em contraste, grande parte dos bovinos de corte do Brasil tende a permanecer todo o ciclo de vida em uma única propriedade, viajando apenas no momento do abate, afirma o estudo.

Nas fazendas norte-americanas, o movimento do gado entre propriedades gira em torno de uma a duas vezes em média ao longo da vida, embora grandes volumes de grãos também sejam transportados aos confinamentos para apoiar o sistema intensivo de produção de lotação dos EUA.

Exportações

A carne bovina produzida na Austrália é mais direcionada para exportação em relação à produção no Brasil e nos EUA, que priorizam mais o mercado doméstico. Além disso, a carne australiana é embarcada dos portos existentes na maioria dos Estados. Em contraste, as exportações internacionais dos EUA e do Brasil são predominantemente enviadas através de um único porto, Los Angeles e São Paulo.

Distância das fábricas

A maioria das plantas de processamento australianas também está localizada nas proximidades dos portos, o que significa que a carne bovina geralmente não é transportada por uma distância significativa antes de ser embarcada para o exterior.

Em contrapartida, as unidades frigoríficas brasileiras e norte-americanas estão normalmente localizadas mais perto da oferta de gado para abate, com a carne transportada pela estrada para seus grandes centros de consumo domésticos.

O estudo australiano ainda cita dados do relatório de competitividade global do Fórum Econômico, de 2017, que classificou a infraestrutura de transporte do Brasil como a 65ª do mundo, ante a posição de 19ª da Austrália e de 6ª dos EUA.

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