Exportação de carne bovina é recorde em junho e leva o semestre junto

Produto está mais valorizado no mercado global, fazendo de janeiro a junho o melhor período da última década

A receita e o volume de carne bovina exportada  em junho cresceram em junho, na comparação com igual período do ano passado. Continuam batendo recordes mensais de desempenho, em linha com a demanda global por proteína animal e a capacidade brasileira de entrega do produto. É o que mostram os dados apresentados nesta quarta-feira (1/7), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Foto: Shutterstock

Os embarques externos de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram 152,47 mil toneladas em junho deste ano, 33,1% acima das 114,51 mil toneladas ante junho de 2019. A receita totalizou US$ 655,47 milhões, alta de 48,2% sobre os US$ 442,11 milhões do ano anterior. Os números também mostram que a carne brasileira está mais valorizada, alcançando um preço médio de US$ 4.298,90, por tonelada. Em junho do ano passado, ela custava US$ 3.860,80 por tonelada.

O Ministério da Agricultura e Pecuária ainda não esmiuçou os dados apurados pela Secex, o que deve ocorrer até meados do mês, apontando destinos e origens da carne comercializada. Mas, reunindo os números das duas pastas já dá para afirmar que o Brasil bateu recorde histórico na exportação de carne bovina no primeiro semestre de 2020. Foi o maior volume e a maior receita registrada na última década (confira tabela abaixo). Entre janeiro e junho,  883,5 mil toneladas embarcadas renderam US$ 3,883 bilhões. O crescimento na fatura semestral foi de 22,9%. O volume avançou 6,4%.

Wilson Brochmann, da Maragogipe.

O fato é que os pecuaristas que possuem gado e condições de negociação vêm obtendo margens nos negócios internacionais que passam pelos frigoríficos exportadores. “Hoje, existe uma variação de prêmio, na exportação, que vai de R$ 2 a R$ 15, dependendo do seu parceiro”, diz o pecuarista Wilson Brochmann, diretor da Agropecuária Maragogipe, com fazendas em Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, e que na noite de ontem (1/7) participou do DBO Entrevista com o tema “China e apagão de bezerro são balas na agulha pecuária” (veja neste link).

“Se você tem volume e quantidade, pode negociar um preço diferenciado. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, além do boi-China temos a lista Trace, Cota Hilton, Programa Novilho Precoce e Nelore Natural”, diz ele.

Lygia Pimentel, da Agriffato

As exportações, puxadas pela China, explicam boa parte do atual cenário para a pecuária como um todo. Lygia Pimentel, CEO da consultoria Agriffato, e que também participou do DBO Entrevista, afirma que o boi-China é um prêmio ao produtor que reverbera para toda a cadeia da carne bovina. “Vai por osmose esse movimento. O boi-China é um prêmio que abre uma via de escoamento e acaba puxando o boi comum”, afirma ela. “A China vai continua a demandando por proteína. Não dá para descansar dentro da porteira.”

Outras carnes

A Secex também apresentou os dados para as exportações de suínos e de frango. As carnes suínas fresca, refrigerada ou congelada somaram 87 mil toneladas, um aumento de 53,9% sobre as 56,5 mil toneladas de junho de 2019. As vendas externas renderam US$ 187,8 milhões no mês passado, ante US$ 129,72 milhões em igual mês de 2019, aumento de 44,7%. O preço médio variou negativamente, saindo US$ 2.293,50/t (junho/2019) para US$ 2.158,60/t (junho/2020).

A carne de frango (aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas),  totalizaram 320,81 mil toneladas em junho, recuo de 13,2%% na comparação com as 369,73 mil toneladas de igual mês de 2019. A receita foi de US$ 408,23 milhões, um recuo de 32,1% em relação a junho do ano passado, quando havia alcançado US$ 601,68 milhões. O valor médio de venda em junho deste ano foi de US$ 1.272,50 por tonelada, um recuo de 21,8% ante os US$ 1.627,40 de um ano antes.

Confira as exportação de carne bovina nos últimos 10 anos 

2020 = 883,5 mil/t, por US$ 3,841 bilhões

2019 = 830,5 mil/t, por US$ 3,124 bilhões

2018 = 657,9 mil/t, por US$ 2,672 bilhões

2017 = 651,3 mil/t, por US$ 2,629 bilhões

2016 = 712,3 mil/t, por US$ 2,725 bilhões

2015 = 630,1 mil/t, por US$ 2,678 bilhões

2014 = 753,6 mil/t, por US$ 3,372 bilhões

2013 = 678,4 mil/t, por US$ 3,007 bilhões

2012 = 555,7 mil/t, por US$ 2,627 bilhões

2011 = 542,5 mil/t, por US$ 2,579 bilhões

Fonte: Secex e Mapa

 

Compartilhe
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email

Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

Publieditorial

2742961

Newsletters DBO

Os destaques do dia da pecuária de corte, pecuária leiteira e agricultura diretamente no seu e-mail.