Falta de umidade restringe plantio da safra nova de soja no Paraná

Segundo o Deral, com pouca chuva, os agricultores não se arriscam a plantar "no pó"
Foto: Faep/Arquivo ANPr

Primeiro entre os grandes Estados produtores a ter o plantio de soja liberado a partir de setembro o Paraná ainda registra poucas áreas semeadas com a safra 2020/21 em consequência da falta de umidade. O vazio sanitário no Estado – período em que não se pode manter plantas de soja no campo como prevenção à doença da ferrugem asiática – terminou no dia 10 de setembro, cinco dias antes de Mato Grosso, mas poucos produtores até agora se arriscaram a jogar sementes no solo seco – a maioria aguarda um volume de chuva maior para iniciar os trabalhos de campo.

O plantio de soja no Estado está liberado desde o dia 11, mas por enquanto é pontual, confirma o economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, Marcelo Garrido.

Conforme o economista, choveu de 10 a 12 milímetros na região de Cascavel, de 4 a 5 mm no entorno de Toledo e volumes menores no norte e sudoeste paranaenses na última semana, o que pode ter estimulado algum movimento de plantio. Mas a maioria dos produtores aguarda por mais precipitações para semear a oleaginosa.

De forma geral, a tendência é de um plantio em ritmo mais lento por ora. Como o tempo vinha muito seco, vai precisar de um pouco mais de chuva“, afirmou.

A expectativa para o último fim de semana era de acumulados maiores, mas os volumes previstos foram minguando com o passar dos dias. Agora, agricultores aguardam chuvas para quinta (24) e sexta-feira (25), mas têm evitado plantar “no pó”. “Produtor não está querendo arriscar plantar antes para ver se vai chover. Vai esperar uma previsão (climática) mais consistente”, disse Garrido.

Conforme o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Paraná (Aprosoja-PR), Marcio Bonesi, a seca no Estado tem atrapalhado os produtores, especialmente do oeste e noroeste, regiões onde o plantio costuma ocorrer logo após o fim do vazio e onde ele considera que já há algum atraso em relação ao planejamento inicial. “A gente fica numa ansiedade grande, porque era para estarmos trabalhando. Está tudo regulado, com semente e adubo na fazenda, as máquinas todas preparadas, mas não tem o que fazer.”

A preocupação é como ficará a janela para plantio do milho safrinha na sequência da soja. “A gente não pode atrasar muito o plantio da soja, se não fica exposto, no caso do milho, principalmente ao risco de geadas”, afirma.

Bonesi relatou que alguns produtores arriscaram plantar na região de Juranda e Goioerê, à espera de chuvas no domingo (27), mas muitos preferem aguardar mais umidade. A previsão por enquanto indica volumes maiores para 6 de outubro, segundo ele. Apesar da mudança ante o cronograma esperado, produtores estão na expectativa de bons resultados neste ano.

“No ano passado tivemos produção recorde no Estado, passamos da casa de 20 milhões de toneladas. Como produtor teve rendimentos melhores na soja, neste ano está investindo mais em fertilizantes e correção de solo”, afirmou. “Mesmo com o atraso, temos a perspectiva de uma boa safra.”

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