Mercado de reposição segue mais aquecido, aponta Scot Consultoria

A equipe de analistas da consultoria paulista detectou avanço nos preços das categorias de animais jovens, estimulado pela maior liquidez nos negócios

O cenário positivo registrado no mercado do boi gordo nos últimos dias trouxe mais ânimo para os compradores brasileiros (recriadores e invernistas) de animais de reposição, o que estimulou aumentos nas cotações.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, no comparativo semanal, houve alta de 1,9% considerando a média de todos os Estados e categorias pesquisados pela consultoria.

Na última semana, as altas foram puxadas pelos machos, com incremento de 2,3% na média de todos os Estados e categorias, frente à alta de 1,6% das fêmeas, considerando a mesma base de comparação.

“Apesar dos preços firmes, o volume de negociações ainda não é muito alto, visto que as pastagens estão com menor capacidade de suporte, devido ao clima seco por todo o País”, observam os analistas da Scot.

Para os próximos dias, porém, a expectativa é de que a reposição mantenha em ritmo firme de negócios, prevê a consultoria.

A IHS Markit também observou uma maior liquidez no mercado de reposição durante os últimos dias, embora os preços dos animais jovens tenham registrado certa acomodação em algumas praças pecuárias, apurou a consultoria.

“A chegada da época da seca reduz a capacidade de suporte dos pastos em praticamente todo o Brasil, ao mesmo tempo em que regula um pouco o apetite comprador de boiada magra pelos pecuaristas”, relata a IHS.

Por outro lado, a firmeza dos preços da arroba no mercado físico do boi gordo vem promovendo uma vantajosa relação de troca entre as diversas categorias de reposição, destaca a consultoria.

“Embora os preços tenham esboçado alguma firmeza nos últimos dias, a oferta elevada de boiada jovem neste ano tem gerado muito volatilidade ao mercado”, ressalta a IHS.

Além disso, continua a consultoria, alguns compradores têm avaliado severamente a estratégia de compra de lotes diante dos altos preços das rações.

No entanto, diz a IHS, de certa forma, as quedas acumuladas nos preços dos animais de reposição durante os últimos meses trouxe algum alívio ao caixa dos pecuaristas.

Giro pelas regiões – Em praças pecuárias da região Norte do país, como no Estado do Tocantins, agentes locais relataram um ambiente de preços mais sustentados na reposição em função da maior procura, sobretudo para animais com maior qualidade.

“Confinadores estão mais animados com a valorização da arroba. Porém, o foco é a aquisição de animais mais velhos e pesados”, observou a IHS, referindo-se à praça de Tocantins.

Nas regiões do Pará e de Rondônia, nesta semana, o mercado teve preços mais fracos em lotes de bezerradas, mas um pouco mais firmes para garrotes e novilhas mais pesados, relata a IHS.

No Centro-Oeste, o cenário também foi de maior volatilidade de preços entre as principais categorias, “mas ainda não há espaço para altas mais consistentes”, observa a IHS.

Na região Sudeste, a semana seguiu com um mercado de reposição mais moroso, com preços lateralizados e liquidez mediana, sem repiques de altas, informa a IHS.

Na região Sul, o mercado de reposição segue com um fraco fluxo de comercialização.

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