Pastorear o rebanho não é coisa do passado

Se antes o cajado era a ferramenta do pastor de rebanho, hoje ele conta com a tecnologia para direcionar seus animais e exercer uma pecuária mais barata e de qualidade

 

É fato: gasta-se menos com a produção da @ quando o produtor faz bom uso da pastagem. No cenário atual, quando observa-se o aumento exorbitante do preço de insumos, torna-se ainda mais estratégico e necessário colocar em prática uma habilidade que Ernesto Coser, gerente de produtos da Datamars, chama de “pastorear”. Em outras palavras, é preciso saber pastorear o rebanho nas pastagens brasileiras.

Em 30 anos (1990 a 2020), a área de pastagem no país recuou 13,6%, como traz o relatório Beef Report 2021 (Abiec). Pecuaristas produzem mais hoje com menos pasto e esse avanço deve-se às tecnologias implementadas constantemente na atividade. No entanto, as áreas de pastagens ainda são mal gerenciadas, e a principal crítica de Ernesto é em relação a isso: “Somos muito competitivos no mercado, trabalhando ainda muito longe do ideal. Estando dentro desse ideal, ninguém segura a gente”.

E o que seria esse ideal? Para Ernesto, trata-se da correta colheita do pasto, como acontece hoje na Nova Zelândia, país referência em produção de carne a pasto. E foi na Oceania que Ernesto conheceu a tecnologia de manejo de pasto utilizada por lá: as cercas elétricas. Hoje, ele é responsável pelas linhas de cercas elétricas no Brasil e implementa esse manejo nas fazendas brasileiras. O objetivo é tornar o país, já conhecido pela pecuária confinada, uma referência também na pecuária a pasto.

Funcionamento

A proposta da cerca elétrica é fazer uma cerca mais barata e mais prática. Sua estrutura é muito leve em comparação às cercas tradicionais de madeira e arame, e consiste em “varetas” plásticas e fios de choque, que afastam o animal e o mantém na área cercada. Essa tecnologia permite formar piquetes “móveis”, uma vez que as cercas podem ser montadas e desmontadas, formando “faixas” de pasto para um melhor aproveitamento.

Dessa forma, o produtor consegue direcionar o gado nesses piquetes e acertar a entrada e saída do gado em cada faixa de pasto. Concentrados em áreas menores, os animais se alimentam das pastagens com mais eficácia e o produtor consegue controlar a altura das forragens. Com o pasto bem manejado, não haverá áreas roçadas demais e nem forragens altas, condições que exigem reformas do pasto e, consequentemente, mais gastos.

Benefícios do manejo

Além de proporcionar uma produção mais barata de carne, Ernesto explica que o manejo evita a abertura de novas pastagens devido à sua eficiência; é mais sustentável por não necessitar de postes de madeiras e arames, além de permitir distâncias maiores entre uma vareta e outra.

Quem também destaca um ponto importante é o CEO e cofundador do Sistema de Gestão iRancho, Thiago Parente. Para ele, o bom manejo de pastagem permite uma produção maior por hectare e pode levar o Brasil a ser referência mundial nesse quesito também. “Acredito que seguiremos, em um futuro próximo, o exemplo do que ocorre em alguns lugares nos Estados Unidos, onde há uma diferenciação para as carnes produzidas a pasto e produtores recebem um prêmio por essa produção”, explica.

Por onde começar?

Planejamento sempre será a palavra-chave, segundo Thiago. Se o produtor não conhece de pastagens, vale a pena investir em um consultor que ajude planejar os cuidados com a área e evitar possíveis prejuízos. “É necessário conhecer a carga animal que se tem na fazenda, a produção que cada área entrega e, paralelo a isso, fazer análise de solo, realizar um bom manejo e rotacionar esse pasto, dividi-lo em áreas menores como o próprio Ernesto explica.”

Nesta mesma linha, Ernesto defende a importância de se ter informação sobre o pasto, o que permite gerenciar melhor as áreas e produzir mais. Uma solução que resolve a falta de informação em muitas fazendas é o próprio sistema iRancho, ferramenta idealizada por Thiago Parente. O software permite o cadastro de todas as subdivisões da fazenda e suas respectivas áreas, como pastos, baias de confinamento e piquetes.

 

Com tudo isso registrado, é possível alocar o gado nessas subdivisões, saber a carga animal em cada área e rastrear o que cada subdivisão está entregando de produção de carne. Outra funcionalidade é a “conferência de pasto”, que permite dar uma nota para a pastagem e notificar outros itens, como a qualidade da água, situação do cocho, se os animais estão bem ou não.

Por fim, o iRancho fornece o histórico desses registros, a evolução das pastagens e direciona melhor o produtor nas tomadas de decisão em relação aos cuidados com o pasto. Sem dúvidas, a tecnologia na pecuária aproxima os produtores de uma atividade mais rentável e estratégica, permitindo não apenas uma boa gestão do pasto, mas de toda a fazenda.

Quer saber mais sobre o iRancho? Entre em contato clicando aqui.

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As apostas são altas para o futuro da produção de carne no Brasil. Veja o que dizem as lideranças ouvidas para o Especial Perspectivas 2021 do Anuário DBO. Assista:

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