Queda de 1,5% do PIB do 1º trimestre ante 4º trimestre é a maior desde o 2º trimestre de 2015

Tombo de 2,0% no consumo das famílias foi o maior desde o terceiro trimestre de 2001
Ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A queda de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2020 ante o quarto trimestre de 2019 foi a maior desde o segundo trimestre de 2015, quando, em meio à recessão de 2014 a 2016, houve recuo de 2,1% em relação ao primeiro trimestre daquele ano, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira, 29 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a parada súbita da economia por causa da pandemia de Covid-19, vários componentes do PIB apresentaram seus piores desempenhos desde a última recessão, mas alguns se destacaram ainda mais negativamente na comparação com os trimestres imediatamente anteriores.

Pela ótica da demanda, o tombo de 2,0% no consumo das famílias foi o maior desde o terceiro trimestre de 2001, quando houve queda de 3,1% em meio ao racionamento de energia elétrica.

Pela ótica da oferta, a queda de 1,6% no PIB de serviços foi o pior desempenho desde o recuo de 2,3% no quarto trimestre de 2008 ante o terceiro trimestre daquele ano, em meio à crise financeira internacional deflagrada pela falência do banco americano Lehman Brothers.

Já o PIB de “outras atividades de serviços” registrou tombo de 4,6% no primeiro trimestre deste ano ante o último de 2019, o pior desempenho da série histórica do IBGE, iniciada em 1996. Já a queda de 2,4% no PIB de serviços de transportes foi a maior desde o terceiro trimestre de 2016 (-2,8% ante o segundo trimestre daquele ano).

Ainda na ótica da oferta, o PIB da indústria caiu 1,8% ante o quarto trimestre de 2019, pior desempenho desde a queda de 1,8% no quarto trimestre de 2016 ante o terceiro trimestre daquele ano.

Na comparação de um trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda de 0,3% no PIB agregado do primeiro trimestre foi a maior desde o quarto trimestre de 2016, quando houve queda de 2,2% ante o último trimestre de 2015. Pela ótica da demanda, a queda de 0,7% do consumo das famílias no primeiro trimestre ante igual período de 2019 é a maior desde o quarto trimestre de 2016, quando houve recuo de 2,4% ante igual período de 2015.

Revisões

O IBGE revisou o PIB do quarto trimestre de 2019 ante o terceiro trimestre de 2019, que passou de 0,5% para 0,4%. O órgão também revisou a taxa do PIB do terceiro trimestre de 2019 ante o segundo trimestre de 2019, de 0,6% para 0,5%. O instituto revisou ainda o PIB do primeiro trimestre de 2019 frente ao quarto trimestre de 2018, passando de 0,0% para 0,2%.

Letargia econômica

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu hoje que o país deve sair da “letargia econômica” em dois estágios, após a economia ter sido “atingida fortemente” pela pandemia do novo coronavírus. O primeiro é o retorno seguro ao trabalho, e o segundo é seguir na agenda de reformas, disse Guedes em debate promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o ministro, logo no início da crise provocada pelo novo coronavírus, as ações se concentraram na questão da saúde, “a primeira onda que o país precisou enfrentar. Agora, a segunda onda é a econômica”.

Guedes revelou que, em uma reunião realizada ontem, 28 de maio, com integrantes da Casa Civil e dos ministérios da Economia e da Saúde, foram analisados protocolos de retorno ao trabalho adotados no mundo. O ministro disse que as análises mostram que há casos de indústrias que souberam se proteger, como a da construção civil no Brasil, que, segundo ele, está funcionando com 93% da capacidade produtiva, com 55 mil pessoas trabalhando nas obras e o registro de 10 mortes. “Trágicas porque cada morte é um universo que se extingue. Para cada um de nós existe um universo. Quando uma vida se apaga, é um universo que acabou”, lamentou.

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